quinta-feira, 7 de julho de 2011

Estudo publicado na revista Science aponta que pessoas que frequentam a pré-escola obtêm maior sucesso

Do Blog da Mobilização
O Jornal Correio Braziliense repercutiu estudo publicado no mês de junho pela revista Science, uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo, que aponta que pessoas que frequentam a pré-escola aos 4 ou 5 anos obtêm maior sucesso acadêmico e melhores empregos, entre uma série de outras vantagens. População pobre é a mais beneficiada por essa forma de ensino.

O jornal lembra que, nos próximos cinco anos, o Brasil precisará resolver a falta de acesso à educação infantil para cumprir o que estabelece a Emenda Constitucional n.° 56, de 11 de novembro de 2009. A partir dessa legislação passou a ser obrigatória a frequência na escola de crianças dos 4 aos 6 anos. Antes que a lei fosse aprovada, o país percorreu um longo caminho. Até a década de 1960, eram obrigatórios apenas os quatro anos que compõem a primeira fase do ensino fundamental. Em 1971, uma lei federal ampliou o então primeiro grau para oito anos. Em 2005, uma nova ampliação aconteceu, quando o ingresso de crianças com 6 anos passou a ser obrigatório, e o ensino fundamental, de nove anos. Além da educação infantil, o ensino médio também deixará de ser facultativo até 2016.

Confira a matéria de Max Milliano Melo:


UM BOM COMEÇO

A educação infantil sempre foi um desafio para governos e famílias. Enquanto o Poder Público historicamente destinou menos recursos para essa forma de ensino, tida como secundária e opcional, as famílias, muitas vezes, encaram as escolinhas como um simples passatempo para os filhos. No entanto, uma pesquisa destacada pela edição de hoje da Science mostra que a educação dos pequenos está longe de ser brincadeira. Depois de acompanhar, por 25 anos, cerca de 1,4 mil norte-americanos nascidos em bairros de baixa renda, pesquisadores da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, descobriram que ter contato desde cedo com um ambiente escolar de qualidade pode ter imensos impactos positivos na saúde, na qualidade de vida e no mercado de trabalho, entre outros aspectos.

Os alunos acompanhados pelos cientistas foram divididos em dois grupos: os que frequentaram a pré-escola aos 4 ou 5 anos e os que ingressaram diretamente no ensino fundamental, aos 6. “Na ocasião, entre 1985 e 1986, escolhemos participantes com uma boa aptidão escolar. Aqueles que frequentaram o jardim de infância tiveram um efeito em grande escala em um conjunto amplo de aspectos socioculturais e de saúde até a vida adulta”, conta ao Correio Arthur Reynolds, líder do estudo. “Isso aconteceu não apenas porque as crianças tiveram acesso à pré-escola, mas porque frequentaram programas de alta qualidade, com atividades muito além das tradicionalmente ligadas ao jardim de infância, como brincar”, afirma.

Para conseguir acompanhar durante duas décadas e meia as milhares de crianças — que no fim do estudo já eram adultos com seus próprios filhos —, os pesquisadores tiveram a ajuda de uma ampla rede de instituições públicas. “O estudo contou com a colaboração de longo prazo das escolas públicas. Assim, à medida que os participantes iam mudando de nível de ensino, eles continuavam sendo acompanhados”, explica Reynolds. “Também coletamos dados administrativos, além de realizar entrevistas com alunos, pais e professores. Todas essas informações nos ajudaram a manter 90% da amostra original na idade adulta”, completa.

Embora todos os participantes residissem em bairros de baixa renda quando começaram a ser acompanhados, nem todos eram considerados pobres, segundo a definição do governo dos EUA. “Isso nos permitiu perceber que os mais desfavorecidos economicamente colhem mais benefícios da educação infantil do que os que são menos desfavorecidos”, afirma o pesquisador, para quem o estudo pode estimular investimentos na educação dos mais pequenos em lugares onde isso ainda não é uma realidade. “Se a educação pré-escolar produziu efeitos positivos num dos maiores sistemas educacionais do mundo, isso pode ser reproduzido em praticamente qualquer lugar. Com recursos e envolvimento dos pais, esse é um excelente exemplo a se seguir”, completa.

Desafios

Para especialistas em educação, o Brasil é um dos países onde a ampliação da educação infantil ainda é um desafio. Segundo o pedagogo e professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Cleyton Gontijo, durante muitos anos esse nível educacional permaneceu em segundo plano nas políticas públicas brasileiras. “Nos últimos anos, o país experimentou um avanço grande. O ensino fundamental foi universalizado e o ensino médio teve uma forte ampliação. Mas só depois que esses dois níveis foram estabilizados é que a atenção e os recursos governamentais puderam ser direcionados para a educação infantil”, lembra o especialista.

Para ele, além de todos os efeitos positivos descritos na pesquisa norte-americana, existe ainda outra questão que, por si só, já seria suficiente para justificar a ampliação do acesso à educação infantil. “Dois pontos importantes causaram uma mudança drástica no comportamento das crianças nas últimas décadas. A primeira é a estrutura cada vez menor da família. Hoje não se tem núcleos familiares com vários irmãos e primos”, afirma Gontijo. Segundo o último censo do IBGE, feito em 2010, a taxa de fecundidade, ou seja, o número médio de filhos por casal, era de 1,94. Há 30 anos esse número era de 4,4 crianças por casal. “Outro ponto foi o aumento da violência, que faz com que as crianças, muitas vezes, não possam brincar na rua com os vizinhos”, completa.

Com um núcleo familiar menor e “presas” em casa, as crianças passaram a necessitar mais da escola, um importante local de socialização e de desenvolvimento de habilidades, criatividade, senso estético e motricidade. “Além disso, do ponto de vista educacional, o acesso cada vez mais cedo à escola torna a criança mais preparada para a alfabetização.” Por essa razão, em 2016, a pré-escola deve se tornar obrigatória para todas as crianças brasileiras.

A coordenadora-geral de Educação Infantil da Secretaria de Educação Básica, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), Rita Coelho, admite que o acesso ao ensino de qualidade para os estudantes mais novos ainda é um problema. “Esse é o nível que apresenta as mais altas taxas de profissionais não habilitados e de espaços físicos inadequados. Os indicadores de qualidade na educação infantil são os mais baixos entre todos os níveis educacionais”, afirma a gestora pública. “Assim como qualquer política social em um país marcado por desigualdades, o acesso à educação infantil é desigual. Esses problemas se apresentam especialmente para as comunidades pobres, negras, do campo e das periferias”, completa.

Para ela, o atraso é fruto de uma cultura que, por muito tempo, não valorizou as crianças mais novas. “Segundo a Constituição de 1988, a educação infantil não fazia parte do sistema educacional nacional. As crianças menores demoraram muito para serem vistas como sujeitos de direito. Essa visão de que para os pequenos qualquer coisa serve atrasou a profissionalização da educação infantil”, conta Rita. “Tanto a qualidade da oferta, a quantidade de vagas oferecidas e os recursos investidos cresceram muito, mas, como se trata de políticas muito recentes, ainda é um desafio enorme crescer sem abrir mão da qualidade.”

Acesso

Nos próximos cinco anos, o Brasil precisará resolver a falta de acesso à educação infantil. Segundo a Emenda Constitucional nº 56, de 11 de novembro de 2009, passa a ser obrigatória a frequência na escola dos 4 aos 6 anos. Antes que a lei fosse aprovada, o país percorreu um longo caminho. Até a década de 1960, eram obrigatórios apenas os quatro anos que compõem a primeira fase do ensino fundamental. Em 1971, uma lei federal ampliou o então chamado primeiro grau para oito anos. Em 2005, uma nova ampliação aconteceu, quando o ingresso de crianças com 6 anos passou a ser obrigatório, e o ensino fundamental, de nove anos. Além da educação infantil, o ensino médio também deixará de ser facultativo até 2016.

Veja infográfico

Ex-usuário de crack propõe disciplina sobre drogas nas escolas

Agencia da Câmara

Leonardo Prado
Gog (rapper), Ademário (secretário de Saúde do DF), Carla Dalgado (secretária nacional anti-drogas - SENAD), Sabino Manda (DCA), Margarete Mendonça (psicóloga - TJDR), Giuliano Ferreira (educador social do movimento de meninos e meninas de rua), Aldir Roldão (subsecretário de combate às drogas do DF), Felipe Areda, (antropólogo)
Seminário promovido por comissão especial discutiu o problema do crack no Distrito Federal
 
O representante do Movimento de Meninos e Meninas do Distrito Federal, Giuliano Ferreira, defendeu nesta quarta-feira a inclusão de uma disciplina permanente na grade escolar de ensino como forma de tornar mais efetivo o combate ao crack e a outras drogas.

“Essa disciplina poderia se chamar Conhecimento da Vida e iria cumprir o papel de conscientizar crianças e adolescentes sobre as consequências do envolvimento com as drogas”, disse Ferreira, que atua como educador no Projeto Giração e atualmente estuda Direito. Ele relatou sua experiência de 20 anos como usuário de drogas, incluindo o crack.
O educador, que participou de seminário promovido pela Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas para discutir o problema do crack no Distrito Federal, defendeu a internação compulsória de crianças viciadas e criticou a falta de oportunidades daqueles que se veem envolvidos pela dependência química. “Os que deveriam me educar diziam que eu ia para na Papuda [Penitenciária] e nunca me mostravam outro caminho.”

Cinco temas
Responsável por consolidar as sugestões apresentadas nos debates regionais, o relator da comissão especial, deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), afirmou que o texto final, a ser apresentado até novembro, deverá conter normas em torno de cinco temas principais: prevenção, recuperação, reinserção, repressão e legislação.

Segundo o deputado, as drogas começam a fazer parte da vida das pessoas cada vez mais cedo, o que exige uma mudança tanto no método de abordagem quanto no tratamento. “Antes era aos 18; com o álcool, hoje se começa muito mais cedo, com 12 anos em média”, afirmou Carimbão, para quem a solução do problema passa por ações integradas de áreas como saúde, educação, trabalho, segurança pública.
“Dentro da ótica da reinserção, por exemplo, precisamos garantir uma chance de emprego para ex-dependentes que venceram a batalha contra o vício.” O relator destacou ainda a necessidade de investir em meios de evitar a entrada da droga no País.

O presidente da comissão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), concordou com a ideia de que é preciso uma abordagem mais adequada do que a que diz simplesmente que a droga mata. “Não se pode esconder que droga traz um prazer momentâneo, mas precisamos deixar claro o que ela provoca na vida do usuário”, completou. Lopes ainda defendeu formas de intervenção tributária que permitam utilizar parte da arrecadação de drogas lícitas (álcool e tabaco) para financiar investimentos de combate às ilícitas.

Políticas públicas
A deputada Erika Kokay (PT-DF), que propôs o seminário, também comentou a ausência de políticas públicas integradas de prevenção, tratamento e reinserção. Em relação ao Distrito Federal, ela lamentou a realidade observada em visitas à Ceilândia e à região central de Brasília. “Ouvimos relatos de crianças obrigadas a pular no Lago [Paranoá], inclusive com as mãos amarradas, depois de atos de violência sexual cometidos por agentes do estado, além de várias outras situações inadmissíveis.” A deputada sugeriu o estímulo à formação de uma rede de entidades terapêuticas no DF, com o apoio do estado.
O subsecretário da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, Aldir Roldão, aprova a ideia. “Já existe um processo de cadastramento das unidades terapêuticas para que elas se tornem auxiliares da estrutura do governo”, afirmou. Roldão também comentou a intenção do governo de realizar um mapeamento sobre o uso de álcool e drogas no DF.

O seminário integra uma série de encontros regionais a serem realizados em todos os estados para repensar uma política nacional contra as drogas.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Maria Clarice Dias

Ilhéus está entre as 300 cidades na lista do governo federal para construção de creches e quadras

Do Blog Agravo, por Jamesson Araújo
O Diário Oficial da União de hoje (6) publica a quinta lista do ano com os nomes dos municípios que vão receber recursos do governo federal para a construção de creches e quadras de esporte. O Município de Ilhéus está incluso na lista, sendo que  o gestor tem que formalizar os contratos de repasse com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para receber o dinheiro. ( Clique aqui e veja a lista completa )

A relação publicada hoje inclui 300 municípios a serem contemplados – 236 com unidades de educação infantil do Programa Pró-Infância e 64 com quadras poliesportivas no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Este ano, 1.127 municípios já foram selecionados para a construção de unidades de educação infantil e quadras esportivas.
Responsável por analisar os pleitos dos municípios e repassar os recursos do governo federal, o FNDE disponibiliza dois projetos de escolas de educação infantil.

O projeto do tipo B tem capacidade para 240 crianças até cinco anos, em dois turnos, e conta com oito salas pedagógicas, sala de informática, cozinha, refeitório, pátio coberto, secretaria, sanitário para pessoas com necessidades especiais, entre outros ambientes.

O projeto do tipo C atende a 120 crianças em dois turnos, com quatro salas pedagógicas e os mesmos espaços previstos do tipo B.

O FNDE também repassa recursos para a construção de escolas de educação infantil com projetos dos municípios, desde que de acordo com padrões de qualidade exigidos pela autarquia. No caso da quadra de esportes, é disponibilizado apenas um projeto, que deve obrigatoriamente ser seguido.

CEEP ABRE MATRÍCULAS

Postado por  O Tabuleiro.com
Estão abertas as matrículas para o curso técnico em logística no CEEP, antigo Colégio Estadual de Ilhéus. As modalidades são : PROEJA, conclusão em  5 semestres para maiores de 18 anos,  SUBSEQUENTE conclusão em 4 semestres para quem já concluiu o Ensino Médio,  todos no turno NOTURNO.

Os interessados deverão se dirigir à secretaria do Colégio, até o dia 08 de julho, munidos dos seguintes documentos: Carteira de Identidade (RG); C.P.F.; Histórico Escolar; 2 fotos 3×4. As aulas iniciarão no dia 11 de julho. Maiores Informações através dos telefones 3634-1559 / 3234-5277.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

CCJ aprova correção do piso de professor pelo INPC e pelo Fundeb

Agencia da Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou ontem (05) o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 3776/08, que muda a regra do reajuste do piso salarial nacional dos professores da educação básica da rede pública.
 
O texto aprovado mantém o aumento do piso atrelado à variação do valor mínimo por aluno no Fundeb, mas  acrescenta que o reajuste não poderá ser inferior à inflação, conforme a variação do INPC nos 12 meses anteriores. O reajuste também deixa de ser feito em janeiro e passa para maio.
 
O relator na CCJ foi o deputado Esperidião Amin (PP-SC), que recomendou a aprovação da matéria. Ele destacou que o projeto é importante porque “nacionaliza o piso dos professores e preserva a carreira do magistério”.
O texto segue agora para o Plenário.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Comissão debate financiamento do Plano Nacional de Educação

Agencia da Câmara
A comissão especial que analisa o projeto do Plano Nacional de Educação (PNE - PL 8035/10) realiza na quarta-feira (6), às 14h30, no Plenário 10, audiência pública para discutir as fontes de financiamento para o ensino. A proposta do Executivo prevê que 7% do PIB sejam investidos no setor até 2020. Os parlamentares querem saber quais serão as fontes desses recursos.

Foram convidados o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann; o integrante do Conselho Administrativo da Kroton Educacional Walfrido dos Mares Guia; o economista e especialista em finanças públicas José Roberto Afonso; e consultor legislativo da Câmara Paulo César Ribeiro Lima.
Da Redação/DC

Ilhéus recebeu II Congresso de Educação do Sul da Bahia

Darana Comunicação
Nota Divulgação
04.07.2011

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            Cerca de 2.000 pessoas participaram do II Congresso de Educação do Sul da Bahia, que aconteceu nos dias 30 de junho e 01 de julho, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, em Ilhéus. O encontro reuniu profissionais da educação, pais e estudantes para discutir a educação no estado, por meio de palestras, conferências, minicursos e exposição cultural.
            O médico psiquiatra Dr. Içami Tiba, proferiu a palestra Quem Ama Educa!. Na ocasião, ele abordou a Teoria Integração Relacional, que auxilia a aproximação entre pais e filhos, indicando ações que devem ser adotadas por ambos. O escritor Rubem Alves, mostrou que é possível fazer educação com inteligência e amor pela arte de educar, na palestra Por uma Educação Romântica. E o filósofo Pedro Demo, falou sobre O Futuro da Educação e a Educação do Futuro.
            Durante a exposição cultural, houve ainda lançamento de livros, sessão de autógrafos e apresentações culturais. A solenidade de entrega do Prêmio Rubem Alves em Educação, que aconteceu na noite do dia 01 de julho, foi um dos momentos mais esperados.



Assessoria de Imprensa II Congresso de Educação do Sul da Bahia

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Camila Logrado
camila@darana.com.br
Tel: + 55 71 3342-3373
Cel: + 55 71 9239-3228

domingo, 3 de julho de 2011

ESCOLAS CAMPEÃS NO PIAUÍ TÊM PROVA TODA SEMANA E ALTA REPROVAÇÃO

Postado por Karina Gomes Cherubini no MP e os Objetivos do Milênio

Índice da Educação Básica (Ideb) de Cocal dos Alves é bom, mas seria bem maior se não fosse a alta taxa de repetência

Fonte: iG
Cinthia Rodrigues, enviada a Cocal dos Alves (PI)

Fenômeno em concursos educacionais, o município de Cocal dos Alves, no interior do Piauí, adota posturas polêmicas no sistema de ensino. As principais são repetência e provas todas as semanas. Os educadores implantaram um sistema de recuperação paralela, mas mantêm a postura rígida. “Damos várias chances, se o aluno não tiver condição, tem que reprovar”, diz Elizete Costa do Amaral, diretora da unidade escolar Teotônio Ferreira Brandão.
A escola com 390 alunos tem Índice de Educação Básica (Ideb) de 4,5, acima da média geral do Estado, de 3,8, e do País, de 4 pontos. Pelo nota da Prova Brasil, no entanto, o conceito poderia ser de até 6,6 – acima das particulares que chegam a 5,9 – se não fosse a taxa de fluxo escolar (que considera repetências e evasão) ser de apenas 67%.
A maior parte das repetências ocorre logo na 5ª série, quando a instituição, única do município para esta etapa, recebe alunos que fizeram a 1ª a 4ª série em unidades rurais. “Metade da minha turma está fazendo a 5ª pela segunda vez”, conta uma jovem de 14 anos, que já havia sido reprovado uma vez antes na unidade rural em que fez o primeiro ciclo. “É ruim porque as aulas são as mesmas que já vimos.”

O professor hexa formador de medalhista da Olimpíadas Brasileiras de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), Antonio Cardoso do Amaral, afirma que a equipe se preocupa com a situação. “Implantamos até uma aula paralela para quem tem dificuldade uma vez por mês, mas ainda não é suficiente.”

Uma das dificuldades para recuperar as turmas é a falta de espaço físico e pessoal. Os professores dão, em média, 50 aulas por semana e as quatro salas são usadas para aulas em todos os períodos. O calor constante é enfrentado com ventiladores barulhentos. “A gente ainda tem muitas necessidades por aqui, esses prêmios todos fazem parecer que a educação está ótima, mas somos carentes de tudo”, explica Elizete.
Falta quadra, laboratórios e até espaço de convivência. Na hora do intervalo, as crianças comem em pé ou sentadas no chão. O mesmo ocorre na unidade de ensino médio, a Augustinho Brandão – que teve todos os alunos inscritos aprovados no vestibular da Universidade Federal do Piauí no último ano. A única diferença é que com apenas 148 alunos, foi possível instalar algumas mesas no corredor para servir de refeitório.
“Temos um dos melhores resultados do Brasil, com uma das piores condições”, diz o coordenador pedagógico Darkson Vieira Machado. Neste caso, parte da solução está a caminho.

Por conta dos títulos, os educadores conseguiram repercussão suficiente para convencer políticos a construir uma nova escola. A unidade modelo do Ministério da Educação com um prédio administrativo, outro de serviços e o pavilhão de salas de aula está quase pronta e deve ser entregue no próximo semestre. Só faltava ter incluído uma quadra no projeto.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Comissão do PNE fará três seminários na próxima semana

Postado por Agencia da Câmara


Postado por Agencia da Câmara
A comissão especial sobre o Plano Nacional de Educação (PL 8035/10, do Poder Executivo) realiza três seminários estaduais na semana que vem: em Maceió (AL) e Manaus (AM), que serão realizados na segunda-feira (4), e em Cuiabá (MT), na sexta-feira (8).
O seminário de Alagoas será realizado na Assembleia Legislativa, às 9 horas, sob a coordenação do deputado Renan Filho (PMDB-AL). O plano será apresentado pelo consultor legislativo da Câmara Ricardo Martins. Em seguida, haverá as seguintes palestras:
- O ensino básico em Alagoas, pelo presidente do Conselho do Fundeb, Milton Canuto;
- A situação do ensino médio e as prioridades para Alagoas, pelo secretário estadual da Educação, Adriano Soares;
- As prioridades da Universidade Federal de Alagoas, pela reitora da instituição, Ana Dayse.
Amazonas
O seminário do Amazonas será realizado às 8h30, também na Assembleia Legislativa. Entre os palestrantes estão o secretário-executivo-adjunto do Ministério da Educação, Francisco das Chagas; o secretario estadual de Educação, Gedeão Timóteo Amorim; e o secretário de Educação de Manaus, Mauro Lippi. Veja a programação completa.
A programação do seminário de Mato Grosso ainda não foi divulgada.
No dia 15, será realizado seminário em Florianópolis (SC), cuja programação também não foi divulgada.

Íntegra da proposta:

Da Redação/WS



CÂMARA DOS DEPUTADOS
COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 8035, DE 2010, DO PODER EXECUTIVO, QUE "APROVA O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PARA O DECÊNIO 2011-2020 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS"
54ª Legislatura - 1ª Sessão Legislativa Ordinária

PAUTA DE SEMINÁRIO
DIA 04/07/2011
LOCAL: Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas
HORÁRIO: 08h30min

A -
Seminário:

LOCAL: AUDITÓRIO BETH AVIZE

HORÁRIO: DAS 8:30 ÀS 13:00HS

MESA DE ABERTURA

COMPOSIÇÃO:
· Autora do Requerimento e Mediadora: Deputada Rebecca Garcia.
· Secretario Estadual de Educação: Prof. Gedeão Timóteo Amorim
· Secretario Municipal de Educação: Mauro Lippi
· Relator do PNE: Ângelo Carlos Vanhoni
· Presidente da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação: Deputado Gastão Vieira
· Presidente da Comissão de Educação da ALEAM: Deputado Sidney Leite
· Presidente da Comissão Municipal de Manaus- Ver. Joaquim Lucena
· Secretario Executivo Adjunto: Professor Francisco das Chagas.

PALESTRANTES:

· Professor Francisco das Chagas - Secretário-executivo - adjunto do Ministério da Educação.
As principais metas do PNE para Educação Básica.

· Prof. Gedeão Timóteo Amorim - Secretario Estadual de Educação.
Apresentação das prioridades da Educação Básica para o
Amazonas.

· Mauro Lippi - Secretario Municipal de Educação.
Apresentação das prioridades da Educação Básica para Manaus.

· Vitangelo Plantamura - Doutor em Educação.
A Importância da Educação Básica.

· Karla Pedrosa - UNIVERSIDADE NILTON LINS.
O reflexo da baixa qualidade da Educação Básica nas
universidades.

· Prof.ª Elaine Saldanha - Diretoria do SINEPE – Sindicato das Escolas Particulares.
A Parceria do Publico e Privado.

· Prof. Manuel Paixão - SINTEAM - Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas Representante dos Profissionais de Educação.

Convidados:
· Membros da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação.
· Membros da Comissão de Educação da ALEAM.
· Membros da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos
Deputados.
· Membros da Comissão de Educação da Câmara Municipal de
Educação.
· Senador Eduardo Braga.
· Conselho Estadual de Educação - CONFIRMADO
· Conselho Municipal de Educação - CONFIRMADO
· Prof. Paulo Sérgio Machado Ribeiro (Vice - Presidente do Sinepe).
· SENAE.
· Escola do Legislativo.

PROGRAMAÇÃO:
1° ETAPA:
Mesa de Abertura: (8:30)
Dep. Rebecca Garcia
· Abertura
· Apresentação da Mesa
· Breves palavras
2° ETAPA: Palestras (Inicio: 9:00 às 11:30h)
9:00 - Professor Francisco das Chagas
Secretário-executivo - adjunto do Ministério da Educação
As principais metas do PNE para Educação Básica
9: 30 - Prof. Gedeão Timóteo Amorim
Secretario Estadual de Educação
Apresentação das prioridades da Educação Básica para o Amazonas
09:50 - Mauro Lippi
Secretario Municipal de Educação
Apresentação das prioridades da Educação Básica para Manaus
10:10 - Prof.ª Vitangelo Plantamura - CONFIRMADO
Doutor em Educação
A Importância da Educação Básica
10:30 - Karla Pedrosa - CONFIRMADO
UNIVERSIDADE NILTON LINS
O reflexo da baixa qualidade da Educação Básica nas universidades
10:50 - Prof.ª Elaine Saldanha
Membro da Diretoria do SINEPE
A Parceria do Publico e Privado
11:10 - Prof. Manuel Paixão
SINTEAM - Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas
Representante dos Profissionais de Educação
3° ETAPA (11:30 às 12:30)
MESA PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS AO PNE-
2011/2020
FECHAMENTO DO EVENTO: 13:00

Interação família-escola vira lei em Ilhéus (BA) e no Rio Grande do Norte

Do Blog da Mobilização

A Mobilização Social pela Educação encerra o mês de junho comemorando a aprovação de legislações que institucionalizam as atividades de incentivo à interação família-escola-comunidade em mais duas localidades do País. Em Ilhéus, na Bahia, o prefeito Newton Lima Silva sancionou, no dia 09 de junho, a lei que estabelece o Dia de Mobilização Social pela Educação no município. O Rio Grande no Norte, por sua vez, aguarda a sanção, por parte da governadora Rosalba Ciarlini, do Projeto de Lei aprovado pela Assembléia Legislativa, no dia 22 de junho, e que prevê a realização anual do Dia e da Semana de Mobilização Social pela Educação no estado.

O projeto aprovado pelos deputados estaduais potiguares deverá resultar na primeira legislação estadual do País que trata da Mobilização Social pela Educação e que prevê a realização de atividades de estímulo à participação dos pais na vida escolar dos filhos e de envolvimento da sociedade em ações que resultem na melhoria da qualidade do ensino no estado.

No Rio Grande do Norte e em Ilhéus (BA), assim como em todas as localidades brasileiras onde a Mobilização Social pela Educação virou Lei, essa conquista é resultado do trabalho de mobilizadores individuais e daqueles que integram Comitês de Mobilização Social pela Educação. A atuação desses voluntários junto à comunidade e às autoridades locais teve como conseqüência a elaboração de projetos de lei que têm como objetivo conscientizar cada cidadão sobre o valor da Educação e sobre o papel das famílias, das autoridades e dos representantes de segmentos organizados, na busca pela garantia do direito de aprender e de qualidade para o ensino público.

Desde 2009, cidades de diversas localidades do País vêm transformando, por meio Lei, a Mobilização Social pela Educação em política do município. O Dia Municipal de Mobilização Social pela Educação faz parte do calendário local de datas comemorativas em São João do Cariri (PB) - 15 de abril; Santa Inês (MA) - 10 de julho; Unaí (MG) - último dia de aula do primeiro semestre; Cana Verde (MG) - primeiro dia de aula do segundo semestre; Belo Horizonte 2010 (MG) - 19 de setembro e Capivari de Baixo (SC) - 19 de setembro.

Outras cidades brasileiras têm estendido essa programação. A Semana Municipal de Mobilização Social pela Educação vem sendo realizada em Uruaçu, Pirenópolis e Jaraguá, no estado de Goiás, na última semana do mês de abril. Em Pindamonhangaba, no estado de São Paulo, na semana em que incidir o dia 19 de setembro.

Em Santa Catarina, no município de Lages, desde 2007 a comunidade comemora o Dia da Família na Escola no dia 25 de maio.

A importância do acompanhamento na elaboração do Projeto de Lei

Com a finalidade de garantir a continuidade da comemoração anual do Dia ou da Semana de Mobilização Social pela Educação, a elaboração de projetos de lei sobre o tema deve considerar, entre outros, os seguintes aspectos:

•    ser acompanhada por mobilizadores individuais ou membros de Comitês de Mobilização Social pela Educação que tenham participado de eventos de formação de mobilizadores realizados pelo Ministério da Educação;
•    priorizar a realização de atividades que digam respeito à interação família-escola-comunidade. Para o Dia ou a Semana de Mobilização devem ser preparadas palestras e exposições que demonstrem a importância do acompanhamento, por parte dos pais, na vida escolar dos filhos e sobre os reflexos positivos desse comportamento para a melhoria do aproveitamento do ensino e da qualidade da educação nas escolas públicas;
•    estimular a realização de atividades que resultem na abertura de espaços nas unidades de ensino para que os pais acompanhem a vida escolar dos filhos;
•    prever a participação, nas atividades estabelecidas no projeto de lei, de representantes dos segmentos envolvidos na Mobilização (mobilizadores, pais de alunos, gestores, profissionais da educação, representantes de empresas e segmentos sociais organizados, conselheiros tutelares, lideranças sociais e de instituições religiosas, entre outros);
•    incluir os mobilizadores ou o Comitê de Mobilização Social pela Educação na coordenação das atividades alusivas à data;
•    prever, se possível, fonte de recursos materiais e humanos para execução das atividades previstas no projeto de Lei;