terça-feira, 26 de junho de 2012

II Seminário de Mobilização Social pela Educação

II Seminário de Mobilização Social pela Educação
Horário: 26 junho 2012 de 15:00 a 17:00
Local: Escritório Regional do Ministério Público da Bahia- Ilhéus
Rua: Avenida Vereador Marcos Paiva (antiga Bahia), 480
Cidade: Ilhéus/BA
Tipo de evento: reunião, preparatória
Organizado por: 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus

Descrição do evento

Reunião preparatória do II Seminário que será realizado no dia 10 de agosto de 2012, em Ilhéus. Na reunião serão definidos os temas, palestrantes, locais e outros acertos.
Convidados: Seduc, Direc, Crea/BA, Conselho de Alimentação Escolar, do Fundeb. de Educação e de de Saúde, Secretaria Municipal de Governo, Mobilizadores Sociais pela Educação.

O IDEB DE ILHÉUS É:

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado em 2007 para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. O indicador é calculado com base no desempenho do estudante em avaliações do Inep e em taxas de aprovação. Assim, para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente a sala de aula.

Para que pais e responsáveis acompanhem o desempenho da escola de seus filhos, basta verificar o Ideb da instituição, que é apresentado numa escala de zero a dez. Da mesma forma, gestores acompanham o trabalho das secretarias municipais e estaduais pela melhoria da educação.

O índice é medido a cada dois anos e o objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, tenha nota 6 em 2022 – correspondente à qualidade do ensino em países desenvolvidos.










ILHÉUS-BA
2007: 3,3
2009: 3,8
VEJA O IDEB DA SUA ESCOLA AQUI  http://ideb.inep.gov.br/

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Especialista pede qualificação dos professores para melhorar aprendizado

Agência da Câmara

Alexandra Martins
Ricardo Paes de Barros (secretário de Ações Estratégicas da Presidência da República)
Paes de Barros: para maximizar a quantidade de bons docentes, é preciso premiá-los.
O Estado deve investir na qualidade dos professores e, inclusive, na premiação dos melhores para aperfeiçoar o desempenho dos alunos brasileiros de forma mais rápida. Essa é uma das conclusões da análise de 400 estudos mundiais sobre melhoria do aprendizado que foram selecionados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, pelo Instituto Ayrton Senna e pelo Movimento Todos pela Educação.
Em audiência pública promovida pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara e pela Frente Parlamentar Mista da Educação, o secretário de Ações Estratégicas do governo federal, Ricardo Paes de Barros, disse que ter aula com o melhor docente da escola pode significar ao estudante um aumento no aprendizado de quase 70%: "A educação acontece quando um bom professor se encontra com um aluno motivado por horas. Quanto mais eles se encontrarem, maior será o aprendizado".
Para maximizar a quantidade de bons professores, segundo Paes de Barros, é necessário premiá-los, seja por meio de certificados, incentivos em projetos ou bonificações salariais. “Um dos problemas da profissão é que os próprios professores se convenceram de que eles são todos iguais, e que as diferenças entre eles não devem ser ressaltadas, documentadas, premiadas", argumentou.
Avaliação
O presidente da frente parlamentar, deputado Alex Canziani (PTB-PR), sustentou que o Brasil poderia ter sistemas mais refinados de avaliação da qualidade dos docentes como existem em outros países. Ele sugeriu a utilização de uma instituição independente que possa certificar quem é um bom professor. “Além de estarmos estimulando aqueles que não são considerados os melhores professores, poderemos pôr em prática a meritocracia. É justo pagarmos, darmos condições ou estimularmos mais aqueles que são mais efetivos na sua atividade", explicou.
Alexandra Martins
Dep. Alex Canziani (PTB-PR)
Canziani defende uma instituição independente para avaliar os professores.
Paes de Barros também citou dados que apontam acréscimos de mais de 40% na aprendizagem com a redução dos alunos por sala de aula, de 22 para 15, e com o aumento do calendário letivo de 190 para 200 dias.
Recursos
O secretário de Ações Estratégicas destacou ainda que o objetivo agora deve ser melhorar a qualidade, e não a quantidade, de recursos para o ensino. Conforme ele, o Chile gasta 4% do PIB em educação e está mais bem colocado que o Brasil, que gasta 5% do seu PIB, nos testes internacionais. Paes de Barros lembrou, no entanto, que o investimento no país andino chega a mais de 7% quando o gasto privado é somado.
O especialista propôs que os alunos brasileiros com boas condições financeiras paguem para estudar nas universidades públicas. "Esse é um gasto com educação que a gente poderia induzir as famílias a ter – isso é o que acontece no Chile. Se você é de classe média alta, rico e colocou seu filho na universidade pública, mais do que bem-vindo. Só que terá de pagar, pois não precisa que eu pague por você", declarou.
Atualmente, informou Paes de Barros, o Brasil está entre os cinco países que mais avançaram na pontuação dos testes internacionais de avaliação do ensino na última década. Por outro lado, ainda está entre os 20% piores na colocação geral.
Reportagem – Sílvia Mugnatto/Rádio Câmara
Edição – Marcelo Oliveira

terça-feira, 19 de junho de 2012

Governo da BA convoca professores em estágio probatório e regime Reda

Postado por Agravo Ilheense


Escrito por G1 Bahia   

A Secretaria de Educação da Bahia adiantou, por volta das 20h desta segunda-feira (18), que os professores que atuam em estágio probatório ou contratados pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), em Salvador, são convocados para retomar as aulas do 3° ano do ensino médio.
O comunicado estará presente no Diário Oficial do Estado de terça-feira (19). O objetivo é reunir os profissionais na sede do Instituto Anísio Teixeira (IAT), entre terça e quarta-feira (20), situado na Estrada das Muriçocas, para que seja apresentado o planejamento das voltas às aulas do 3° ano. Os demais professores da rede estadual, em greve há quase 70 dias, fazem nova assembleia geral também nessa terça-feira.
Na terça, entre as 9hrs e as 16hrs, devem comparecer os professores das áreas de Ciências da Natureza e Humanas, que ministram as seguintes disciplinas: biologia, física, química, geografia, história, filosofia e sociologia. Já na quarta, a reunião ocorre também das 9h às 16h, para as áreas de matemática e linguagens, que abrangem as disciplinas: matemática, língua portuguesa, línguas estrangeiras, artes e educação física.

A Secretaria já havia informado estar elaborando um pacote de medidas para que os alunos do 3° ano não sejam prejudicados em avaliações como o Enem e os vestibulares. Além do retorno das aulas regulares, entre as medidas estão previstos 'aulões de reforço' com foco no conteúdo dos processos seletivos. Os detalhes sobre o pacote, como data para retorno das aulas e de que forma elas serão lecionadas, devem ser informados nos próximos dias. No total, 135.030 alunos têm o risco de não concluir o ensino médio em 2012.
MOVIMENTO GREVISTA - Os professores pediram reajuste de 22,22%. Eles alegam que o governo fez acordo com a categoria, em novembro do ano passado, que garantia os valores do piso nacional, e depois ignorou o acordo mandando para a Assembleia um projeto de lei com valores menores. No dia 25 de abril, os deputados aprovaram o projeto enviado pelo executivo que garante o piso nacional a mais de cinco mil professores de nível médio.
SALÁRIOS CORTADOS - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi favorável ao Governo da Bahia no pedido para suspender a liminar que determinou o pagamento de salários aos professores da rede estadual. A decisão foi proferida pelo presidente do STJ, o ministro Ari Pargendler, na terça-feira (12), e deve ser publicada no Diário da Justiça Eletrônico na quinta-feira (14). Os professores já anunciaram que vão recorrer da decisão.
Com a decisão, os efeitos da liminar concedida pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), do dia 29 de maio, são suspensos. De acordo com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), representante jurídica do governo, o STJ entendeu que a aplicação da lei de greve "não obriga o pagamento dos salários no período de paralisação", argumento defendido no recurso encaminhado.
No dia 8 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou seguimento ao recurso do governo do estado, optando assim por não apreciar o mérito do pedido. Diante disso, a PGE o direcionou para revisão do STJ.
O corte nos pontos dos profissionais grevistas foi comunicado às 33 diretorias regionais, na capital e no interior do estado, no dia 18 de abril. A medida foi baseada, segundo a secretaria de Educação, na decisão do próprio TJ-BA, que determinou a ilegalidade do movimento grevista. No recurso acerca do pagamento dos salários, a PGE argumentou que pagar salários vai de encontro com a declaração de ilegalidade afirmada pela Justiça baiana.
PROPOSTA NEGADA - A proposta feita pelo governo prevê reajuste salarial entre 22% e 26% por meio de progressão na carreira, através da presença regular em cursos de qualificação promovidos pelo governo. A decisão não inclui aposentados nem licenciados.
"Ela vai atingir 90% a 100% de quem está na ativa. Não estamos falando de provas, nós estamos falando de cursos de qualificação. Ninguém tem que fazer prova, tem que estar presente no curso, se qualificou para poder fazer jus a uma promoção", explica o governador Jaques Wagner.
O sindicato aponta, por outro lado, que a proposta não contempla os professores aposentados, em licença médica e estágio probatório. Afirma ainda que o governo estaria colocando cursos de qualificação no lugar da prova de desempenho, avaliação feita todos os anos, que concede avanços na carreira e aumento de salários a um número limitado de professores.
A categoria insiste na exigência do cumprimento do acordo de novembro de 2011, indicando que o governo se comprometeu a dar a todos os professores reajuste de 22,22%, estabelecido pelo Ministério da Educação como piso nacional do magistério. "Entedemos que não é preciso ter esse caráter [a promoção]. Que pode ser feito de forma automática, sem curso, sem nenhuma restrição", opina Marlene Betros, vice-coordenadora da APLB.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Audiência discutirá qualidade na educação e responsabilidade de gestores

Agência da Câmara

A comissão especial sobre o projeto da Lei de Responsabilidade Educacional (PL 7420/06) realiza na quarta-feira (20) audiência pública para discutir a proposta. O debate foi sugerido pelo deputado Andre Moura (PSC-SE) e pelo presidente da comissão, deputado Waldenor Pereira (PT-BA).
Entre outras medidas, o projeto determina que a educação básica, em cada rede e sistema de ensino do País, obedeça a critérios obrigatórios de qualidade, entre os quais a jornada escolar universal em tempo integral de, pelo menos, sete horas diárias no ensino fundamental e de cinco horas no ensino médio. Pela proposta, o magistério público também deve contar com plano de carreira e exigir titulação mínima de todos os profissionais da educação.
O projeto também estabelece que, enquanto houver estudantes com desempenho inferior ao mínimo aceitável, os governos federal, estaduais e municipais deverão desenvolver ações específicas para ampliar seu desempenho, com a necessária destinação de recursos financeiros para as redes de ensino.
O descumprimento das regras previstas, segundo a proposta, será considerado crime de responsabilidade, infração político-administrativa e ato de improbidade administrativa.
Foram convidados para a audiência:
- a professora Raquel Teixeira, ex-deputada e autora do PL 7420/06;
- a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Maria Nilene Badeca da Costa;
- a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) no Piauí, Antônia Alves de Souza Araújo.
A audiência está marcada para as 14h30, no Plenário 8.

Íntegra da proposta:

Da Redação/PT

Secretário falará na Câmara sobre como melhorar o aprendizado de crianças

AGÊNCIA DA CAMARA

A Comissão de Educação e Cultura e a Frente Parlamentar Mista da Educação promoverão na quarta-feira (20) palestra com o secretário de Ações Estratégicas da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros, sobre o tema “Caminhos para melhorar o aprendizado”.
Formado em Engenharia pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Paes de Barros é pós-doutor pelo Centro de Crescimento Econômico da Universidade de Yale e pelo Centro de Pesquisa em Economia da Universidade de Chicago. Ele já foi diretor de Estudos Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e recebeu, no ano 2000, o prêmio Mário Henrique Simonsen, oferecido pela Revista Brasileira de Economia da Fundação Getúlio Vargas.
Desde o ano passado, o especialista trabalha na elaboração de um programa social voltado para o aprendizado de crianças de até cinco anos. O governo federal tem a ambição de usar esse projeto como ponto de partida para revolucionar o ensino brasileiro. “Parte da guerra em favor da educação foi ganha porque a maioria das crianças está na escola. Mas precisamos avançar na qualidade e nada melhor do que iniciar a mudança pela primeira infância”, disse o estudioso em entrevista à revista Exame.
Programa
Paes de Barros coordenou uma pesquisa com 500 alunos de 100 instituições do Rio de Janeiro para avaliar a pré-escola no Brasil. A conclusão é que o desenvolvimento das crianças está muito aquém do esperado, mesmo em locais com boa infraestrutura — como brinquedos e pátio para correr. O especialista apontou que os pontos frágeis são a qualidade e a estrutura dos sistemas adotados, que se preocupam com o desenvolvimento físico de meninos e meninas, mas não promovem o aprendizado intelectual que a fase permite.
A maior inspiração do palestrante vem do professor e amigo James Heckman, vencedor do Nobel de Economia, que identificou, em uma de suas teses, que adultos que tiveram boa educação antes dos seis anos são mais produtivos, criativos e usufruem renda até 6% superior à dos que não tiveram a mesma sorte.
A palestra será realizada no Plenário 10, às 9 horas.
Da Redação/MO

CONSELHO DO CACS/FUNDEB FORMA CONSELHEIROS

ACONTECEU DIA (13/06/2012), NO AUDITÓRIO DA FUNDAÇÃO CULTURAL, SITUADA NO QUARTEIRÃO JORGE AMADO, NESTA CIDADE DE ILHÉUS, POR INCIATIVA DO CONSELHO DO CACS/FUNDEB, FORMAÇÃO PARA OS NOVOS CONSELHEIROS.
ESTA FORMAÇÃO TEVE INÍCIO ÀS 08:30 H.,  E FOI ATÉ 17:00 H., CONTANDO COM A PARTICIPAÇÃO DE DRA. KARINA GOMES CHERURUBINI QUE FALOU SOBRE O CONSELHO DO FUNDEB E IMPORTÂNCIA DOS CONSELHEIROS; PROFº.  PASCOAL JOÃO FALOU SOBRE CONSTITUIÇÃO FEDERAL E LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO(RELATIVO A EDUCAÇÃO); PROFª. ENILDA MENDONÇA SOBRE FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO; PROFª. CELINEY TAVARES FALOU SOBRE OS PROGRAMAS: CAMINHO DA ESCOLA, PETE/BA, PNATE E CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO RELATIVO AO TRANSPORTE ESCOLAR E FINALMENTE O PROFº OSMAN NOGUEIRA FALOU SOBRE OS ARTIGOS 70 E 71 DA LDB.
A FORMAÇÃO TEVE COMO OBJETIVO PREPARAR E CAPACITAR OS CONSELHEIROS PARA EXERCEREM O CONTROLE SOCIAL E AJUDAR NO FORTALECIMENTO DO CONSELHO NO PRÓXIMO MANDATO.

NOTICIAS DA MOBILIZAÇÃO SOCIAL PELA EDUCAÇÃO


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Leia mais e saiba como você pode contribuir para a melhoria da qualidade da educação em sua comunidade no site: http://mse.mec.gov.br/ e no blog da Mobilização: http://familiaeducadora.blogspot.com/.

NO ENSINO MÉDIO, ÍNDICE DE REPROVAÇÃO BATE RECORDE EM 2011

Taxa na rede pública chegou a 14%, enquanto a média nacional é de 13%

Mariana Mandelli
Do Todos Pela Educação

Assim como o Ensino Fundamental, o Ensino Médio também registrou uma melhora nas taxas de aprovação da rede pública: de 71,8% para 75,2% entre os últimos cinco anos, considerando o período compreendido entre 2007 e 2011. As taxas mais baixas de aprovação permanecem no 1º ano. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

No entanto, as taxas de reprovação bateram recorde histórico em 2011: 14,1% na rede pública, índice acima da média nacional (que inclui a rede privada), que foi de 13,1%. No geral, as escolas públicas do País, tanto da zona rural quanto da urbana, apresentam as piores taxas.

Novamente, é o 1º ano do Ensino Médio que apresenta a pior situação, com quase 20% dos alunos reprovados. O abandono também é maior neste ano: 13,2%, acima da média total e da média do País.

A tabela abaixo apresenta mais dados apresentados pela rede pública em 2011.

Taxa Série       
Total 1.º ano 2.º ano 3.º ano 4.º ano Total Não- Seriado
Aprovação 75,2% 67,7% 77,3% 83,8% 88% 77,5%
Reprovação 14,1% 19,1% 12,8% 8,2% 4,3% 10,7%
Abandono 10,7% 13,2% 9,9% 8% 7,7% 11,8%
Fonte: Inep 2011.

Uma das possibilidades para a alta taxa de reprovação apresentada pelo Ensino Médio no ano passado seria, segundo o economista e coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marcelo Neri, a incorporação de mais pessoas nessa etapa de ensino, atraídas pela chance de, futuramente, conquistar uma vaga em uma faculdade ou universidade.

“Hoje, temos um grande processo de inclusão no Ensino Superior, com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Programa Universidade Para Todos (ProUni). Com esses mecanismos mais inclusivos, o Ensino Médio passa a ser visto como porta de entrada para eles”, explica. “Este cenário atrai mais gente, incorporado assim pessoas de condições socioeconômicas mais baixas e que estavam fora do sistema.”

Antônio Batista, coordenador de desenvolvimento de pesquisas do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec),  também afirma que uma das hipóteses para o recorde de reprovação no Ensino Médio seja um maior número de alunos no sistema, mas aponta a falta de preparo das escolas para recebê-los como o maior desafio.

“A escola tem poucas condições para lidar com esse aluno. A reprovação ser maior no 1º ano mostra, inclusive, que ele é um filtro dessa situação”, afirma.


Propostas
O Ensino Médio vem sendo alvo de debate das políticas públicas nos últimos anos. Os dados de desempenho mostram uma situação crítica: apenas metade dos jovens com 19 anos declaram ter concluído o Ensino Médio. Além disso, 11% dos que acabam essa etapa da Educação Básica aprenderam o que era esperado do conteúdo de matemática.

Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco e especialista em Ensino Médio, afirma que o baixo desempenho apresentado por esses alunos decorre das deficiências de aprendizagem no Ensino Fundamental.

“O Ensino Médio é a última parte da Educação Básica. Se o aluno chega até ele sem ter os pré-requisitos para adquirir novas competências, ele certamente terá problemas para aprender os novos conteúdos. Conhecimento é construção”, explica. “Se falta condição acadêmica para esse jovem, ele será reprovado e é um candidato a abandonar a escola.”

Além disso, segundo Wanda, aqueles que reprovaram no Ensino Fundamental chegam ao Médio mais velhos, numa idade em que já são cobrados socialmente para gerarem renda, e, por isso, são ainda mais propensos a abandonar os estudos. “Por isso, possibilidades para mudar o quadro é criar uma forma desse aluno ter renda e continuar na escola. Uma ideia é que ele exerça atividades remuneradas dentro do próprio ambiente escolar, como monitoria, por exemplo. Isso evita que ele deixe a escola”, sugere ela, que é contra o Ensino Médio noturno.

No início deste ano, o MEC aprovou novas diretrizes curriculares para o Ensino Médio – que previam, inclusive, aulas à distância para as turmas noturnas, recurso proposto pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), que concebeu a resolução, mas vetado do documento pelo governo. A resolução tem 23 artigos e propõe que as escolas ofereçam, dentro de seus currículos, quatro possibilidades de dimensões temáticas: trabalho, ciência, tecnologia e cultura. A ideia do CNE é que a escola seja mais atraente e se aproxime mais do projeto de vida de seus estudantes.

Na semana passada, a Câmara dos Deputados instalou uma Comissão Especial (CESP)para discutir a situação do Ensino Médio. O objetivo dela é realizar estudos e pesquisas, além de apresentar propostas para a reformulação dessa fase da escolaridade.
MANDELLI, Mariana, Todos pela Educação. 31 mai 2012. Disponível em http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/22.... Acesso em 16 jun 2012.

Prefeitura inaugura Complexo Pedagógico

Postado por Blog da SMED
Os moradores de Araucária ganharam mais um amplo e estruturado espaço que visa promover o aprendizado e conhecimento. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SMED), inaugurou na tarde de quinta-feira (14) o Complexo Pedagógico Lucy Moreira Machado, no bairro Iguaçu. Neste local, os alunos devem desenvolver no contra turno escolar diversas atividades relacionadas a ciências e a arte. A comunidade também pode encontrar diversos serviços oferecidos na área de educação.

O prefeito Albanor Zezé Gomes, afirmou que a educação tem recebido investimentos maciços, com a construção de novas creches, novas escolas, contratação de profissionais e aplicação do programa Um Computador Por Aluno em Araucária (UCAA). “Todas essas ações mostram o nosso respeito pela educação”, afirmou.
Segundo o prefeito Zezé o espaço trará grandes benefícios à comunidade. “Quando assumimos a gestão este espaço atendia os alunos da Escola Archelau. Aqui ao lado existia apenas um início de construção, que na gestão passada ficou parada por dois anos. Assumimos o compromisso com a população de que iríamos retomar as obras e isso aconteceu, e desde o ano passado os estudantes contam com uma moderna escola. E hoje, entregamos este espaço, totalmente revitalizado, para que nossos alunos e professores desenvolvam bem suas atividades”, destacou o prefeito.
Para a secretária de Educação, Maria José Dietrich, o espaço representa o esforço da administração em garantir uma educação sempre de qualidade. “Neste local os estudantes poderão desenvolver várias atividades na área da ciência e da arte. Que ele possa ser referência, e que instigue sempre a pesquisa e a busca pelo conhecimento”, disse.
Diretrizes
Na oportunidade a diretora geral da Secretaria de Educação, Rosilene Caetano Lago, entregou ao prefeito Zezé um exemplar das novas “Diretrizes Curriculares Municipais da Educação”, produzida por profissionais da rede municipal de ensino, e que devem orientar o trabalho da educação no município.



Estrutura

O antigo prédio da Escola Municipal Archelau de Almeida Torres passou por uma grande reforma para se tornar um amplo complexo e atender os alunos e profissionais. O espaço foi totalmente revitalizado com diversas melhorias e adaptado para atender também pessoas com necessidades especiais.

O Complexo concentra a partir de agora a Oficina de Arte, o Clube de Ciências, o Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CAE), o Conselho Municipal de Educação (CME) e o Conselho do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O novo espaço conta com auditório, biblioteca, laboratório de informática, duas salas de arte, laboratório de ciências, pátio coberto, cozinha, sala de reuniões, coordenação, área de serviço e demais dependências.

Homenagem
A cerimônia de inauguração foi marcada de muita emoção, para homenagear a professora Lucy Moreira Machado que atuou na rede municipal de ensino por mais de 20 anos e veio a falecer no ano de 2010, vítima de câncer. A solenidade contou com a presença da banda de Pinhais, que é regida por Márcia Regina Mocelin, amiga de Lucy. Também marcaram presença os familiares e amigos da homenageada.
Para o prefeito Zezé o espaço registra o nome de Lucy na história do município. “Ficamos muito felizes em poder homenagear a Professora Lucy, que tanto colaborou com a educação em nosso município”, disse.
Para Maria José, o momento foi muito marcante para todos que conheceram o belo trabalho da homenageada. “Lucy era uma pessoa que falava dos pensadores como se eles fossem seus amigos mais íntimos, seus vizinhos. Considerava o conhecimento uma forma de melhorar sua vida e também dos outros. Ela contagiou o magistério municipal com sua doçura e sabedoria. Esse espaço faz com sua história fique viva, e sempre lembrada por todos” destacou.

Quem Foi Lucy

Lucy Moreira Machado nasceu no dia 22 de outubro de 1960, na cidade Pelotas, Rio Grande do Sul. Formada em Psicologia e Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/RS). No ano 1989 precisamente em junho, ela veio morar no município de Araucária.
Em fevereiro de 1990, começou a exercer suas atividades como pedagoga, na Escola Municipal Archelau de Almeida Torres. Era apaixonada pela educação, ministrou vários cursos em sua área. Dedicou-se a estudos sobre gestão e formação continuada.

Em maio de 2007 defendeu sua tese de mestrado. Dois anos depois, no ano de 2009, Lucy teve mais uma grande conquista, a publicação do Livro “Formação Continuada e Gestão da Educação: Por Uma Política de Qualificação”. Lamentavelmente, ela nos deixou em 16 de novembro de 2010.

Presença

O evento também contou com a presença do vice-prefeito, Isac Fialla, da diretora geral da Secretaria de Educação, Rosilene Caetano Lago, dos secretários e diretores municipais, representantes das companhias. Diretores de escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIS) e demais autoridades do município.

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