sexta-feira, 15 de março de 2013

VIOLÊNCIA AO VIVO

Ricardo Ribeiro
O ritual diário de levar meu filho à escola, todas as manhãs, teve um ingrediente novo nesta sexta-feira, 15 de março de 2013. Seguíamos pelo nosso caminho de costume, quando deparamos com dois sujeitos discutindo – um deles saíra de um carro, o outro estava montado em uma moto. Eles simplesmente fecharam a rua para “bater boca” por alguma razão da qual não houve tempo nem condição de se tomar conhecimento.
Mas não era uma simples discussão: o cara do carro portava uma convincente pistola, que ele não só apontava como praticamente esfregava o cano no outro rapaz, com raiva, enquanto lhe segurava a parte de trás da camisa e intimava: “qual é a sua, meu irmão?” A essa altura, por precaução e instinto de sobrevivência, logicamente quem está na mira de uma arma não diz coisa alguma.
Estávamos a uns dez metros da cena e foram alguns segundos nos quais eu não soube o que fazer. Não tinha ideia dos motivos, quem estava certo e quem estava errado. Minha preocupação – confesso – era estar ali com meu filho, e ele prestes a ser apresentado à violência de um modo brutal. Outro receio, obviamente, era a possibilidade de um de nós ser atingido por uma “bala perdida”.
Na primeira brecha, saímos rapidamente do local e nem soubemos os desdobramentos do episódio. A salvo, meu filho disse apenas: “pai, não conta nada à minha mãe, senão ela vai ficar traumatizada e não me deixa mais colocar o pé na rua”. Detalhe: ele parecia menos assustado que eu.
Em pensar que tantas crianças nessa cidade já convivem diariamente com todo tipo de violência, e com naturalidade, como se vê nas reportagens exibidas pelos “programas policiais”. Não é incomum (muito pelo contrário) o repórter estar cobrindo um homicídio e ter ali bem perto dezenas de meninos e meninas, de 7 a 8 anos, talvez menos, na maior algazarra, como se estivessem numa festa.
É a violência banalizada desde a infância, e não apenas nos videogames, mas na vidareal.
Uma vida que, lamentavelmente, parece valer cada vez menos.
ricardo_rb10@hotmail.com

quarta-feira, 13 de março de 2013

Crianças aprendem mais cedo e deixam professores para trás

A grande problemática hoje seria como transformar a informação da internet em conhecimento, função que caberia ao professor

Não só as crianças hoje têm cada vez maior acesso a números e textos como elas desenvolvem a habilidade de formular ideias sobre essas informações muito antes do que se pensava. Estudos realizados pelas pesquisadoras argentinas Susana Wolman e Claudia Molinari indicam que essa capacidade de compreensão de dados pode se iniciar já aos três anos. A par disso, a Fundação Victor Civita (FVC), órgão que busca a melhoria da qualidade da educação básica no Brasil, tem refletido sobre as formas de aprimorar o ensino neste cenário de expansão tecnológica e amplo acesso das crianças à informação. E todas as respostas caminham para um ponto: a formação dos professores.
A formação dos professores precisa ser voltada à realidade das escolas, para a prática. Dessa forma, os profissionais poderão induzir os alunos a usarem a internet e outras tecnologias de forma positiva
Angela Dannemann Diretora da Fundação Victor Civita
Diretora-executiva da FVC, Angela Dannemann considera que, como este é um fenômeno ainda recente, só será possível uma avaliação completa dos prós e contras quase irrestrito e constante à informação em alguns anos. A grande problemática hoje seria como transformar essa informação em conhecimento, função que caberia ao professor. Mas, de acordo com Angela, a formação dos educadores ainda não condiz com os novos paradigmas da sala de aula, impedindo que ele assuma esse posto.
"A formação dos professores precisa ser voltada à realidade das escolas, para a prática. Dessa forma, os profissionais poderão induzir os alunos a usarem a internet e outras tecnologias de forma positiva", diz.
Uma pesquisa da fundação, realizada ainda no ano de 2009, que analisou o uso de computadores e da internet em escolas públicas de 13 capitais brasileiras, confirma que, já naquele ano, existia infraestrutura na maioria das escolas que possibilitaria fazer uso pedagógico dos computadores com alunos. "No entanto, a preparação de professores e gestores ainda é um problema", conclui o estudo.
Choque de gerações dificulta
Informação sempre houve. O que mudou é a forma como esses dados chegam às crianças, de forma mais rápida e menos filtrada, por meio, principalmente, da internet. Enquanto a nova geração já nasceu com smartphone no bolso e perfil no Facebook, a geração anterior ainda busca adaptação a essas novidades, aprendendo suas multifunções. O fato dos alunos iniciarem a vida escolar já estimulados pelo vasto acesso à informação transforma a cultura de ensino do "um para todos" para uma lógica colaborativa, na qual o professor trabalha como um mediador da informação, organizando e qualificando os conteúdos em questão. "A tecnologia é mais colaborativa, e com isso se tem um ganho muito grande", analisa o psicólogo Adriano Gosuen, especializado em Educação e Direitos da Criança e do Adolescente.
 "Os alunos podem ensinar o professor a criar um blog para a turma, mas é o professor quem deve mediar o conteúdo ali disposto", salienta Gosuen. Para ele, com a apropriação por parte dos alunos de novas tecnologias, é preciso que a escola mude a forma como ela se vê em relação à criança. "A escola tem de ensinar aos alunos como lidar com as informações recebidas; ensiná-los a ter uma leitura crítica", diz.
Maria Helena Silveira, 43 anos, mãe de Marcelle, 15 anos, e Maria Clara, 6 anos, considera positiva a adaptação das escola às novas tecnologias, afinal, as crianças já chegam à idade escolar com habilidades nessa área. Cabe à escola oferecer meios para que a criança faça um bom uso delas. "Se a escola disponibiliza material via internet, facilita a vida dos alunos: grupos podem trabalhar online, evitando saídas e encontros na rua", diz Maria Helena, salientando a questão da segurança.
A mãe conta que Maria Clara, que frequenta o 1º ano do ensino fundamental, já possui um tablet e apresenta grande facilidade no manuseio de aparelhos tecnológicos. "Quando eu encontro dificuldades no celular, ela que me ensina a mexer", diz.

Núcleo Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio define Comitê Gestor

 Redatora: Milena Miranda (DRT Ba 2510)
O Ministério Público estadual abrigou na tarde de hoje, dia 12, uma reunião do Núcleo Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) na Bahia - ‘Nós Podemos Bahia’, que definiu o Comitê Gestor da entidade que será formado pelo MP, Secretaria Estadual de Relações Institucionais (Serin), Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan) e Centro de Cultura Popular da Bahia (Cecup). Participaram da reunião os promotores de Justiça Clodoaldo Anunciação e Rogério Queiroz; representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Frederico Lacerda e Maria do Carmo Rebouças; da Secretaria-Geral da Presidência da República, Olavo José Perondi; além de integrantes da Serin, Seplan, Cecup, Bahiagás, Banco do Nordeste e Liga Álvaro Bahia contra a Mortalidade Infantil/Hospital Martagão Gesteira.
Na ocasião, por deliberação do grupo, ficou decidido que o MP será responsável pela Secretaria Executiva da entidade, tendo como secretário executivo o promotor de Justiça Clodoaldo Anunciação. A secretaria terá a função de informar e divulgar os trabalhos desenvolvidos pelas organizações integrantes do núcleo ‘Nós Podemos Bahia’. O movimento, que é uma iniciativa da sociedade civil, é formado por instituições, empresas, governos e organizações sociais. “Na reunião de hoje reestruturamos o setor administrativo do núcleo e definimos uma próxima reunião, que ocorrerá dia 8 de abril, para discutirmos e aprovarmos o plano de trabalho da entidade para 2013”, destacou o promotor Clodoaldo Anunciação, idealizador do programa ‘O Ministério Público e os Objetivos do Milênio: Saúde e Educação de Qualidade para Todos’.
 
“Esperamos criar uma sinergia no intuito de valorizar o trabalho de todas as instituições que trabalham na efetivação dos ODMs e promover a municipalização em todo o estado”, afirmou o representante da Secretaria-Geral da Presidência da República, Olavo José Perondi. O ‘Nós Podemos na Bahia’ foi formado em 2009 e faz parte de um movimento nacional para conscientizar e mobilizar a sociedade civil e os governos para que sejam efetivados até 2015 os oito ODMs, estabelecidos em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU) em conjunto com 191 países. Os oito ODMs são ‘Acabar com a Fome e a Miséria’; ‘Educação Básica de Qualidade para Todos’; ‘Igualdade entre Sexos e Valorização da Mulher’; ‘Reduzir a Mortalidade Infantil’; ‘Melhorar a Saúde das Gestantes’; ‘Combater a AIDS, a Malária e Outras Doenças’; ‘Qualidade de Vida e Respeito ao Meio Ambiente’; e ‘Todo Mundo Trabalhando pelo Desenvolvimento’.
Crédito das fotos: Humberto Filho
ASCOM/MP – Telefones: (71) 3103-0446/ 0449/ 0448/ 0499/ 6502 

A Criança e o Jogo Simbólico



O jogo simbólico é a representação corporal do imaginário, e apesar de nele predominar a fantasia, a atividade psico-motora exercida acaba por prender a criança à realidade. Na sua imaginação ela pode modificar sua vontade, usando o "faz de conta", mas quando expressa corporalmente as atividades, ela precisa respeitar a realidade concreta e as relações do mundo real. Por essa via, quando a criança estiver mais velha, é possível estimular a diminuição da atividade centrada em si própria, para que ela vá adquirindo uma socialização crescente. As características dos jogos simbólicos são:

  • liberdade de regras (menos as criadas pela criança);
  • desenvolvimento da imaginação e da fantasia;
  • ausência de objetivo explícito ou consciente para a criança;
  • lógica própria com a realidade;
  • assimilação da realidade ao "eu".
No jogo simbólico a criança sofre modificações, a medida que vai progredindo em seu desenvolvimento rumo à intuição e à operação. E finalmente, numa tendência imitativa, a criança busca coerência com a realidade.
Na pré-escola, o raciocínio lógico ainda não é suficiente para que ela dê explicações coerentes a respeito de certas coisas. O poder de fantasiar ainda prepondera sobre o poder de explicar. Então, pelo jogo simbólico, a criança exercita não só sua capacidade de pensar ou seja, representar simbolicamente suas ações, mas também, suas habilidades motoras, já que salta, corre, gira, transporta, rola, empurra, etc. Assim é que se transforma em pai/mãe para seus bonecos ou diz que uma cadeira é um trem. Didaticamente devemos explorar com muita ênfase as imitações sem modelo, as dramatizações, os desenhos e pinturas, o faz de conta, a linguagem, e muito mais, permitir que realizem os jogos simbólicos, sozinhas e com outras crianças, tão importantes para seu desenvolvimento cognitivo e para o equilíbrio emocional.

Piaget descreve quatro estruturas básicas de jogos infantis, que vão se sucedendo e se sobrepondo nesta ordem:
Jogo de exercício, Jogo simbólico/dramático, Jogo de construção, Jogo de regras.
A importância do jogo de regras, é que quando a criança aprende a lidar com a delimitação, no espaço, no tempo, no tipo de atividade válida, o que pode e o que não pode fazer, garante-se uma certa regularidade que organiza a ação tornando-a orgânica.

O valor do conteúdo de um jogo deve ser considerado em relação ao estágio de desenvolvimento em que se encontra a criança, isto é, como a criança adquire conhecimento e raciocina.

Referência Bibliográfica:

PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1990. 3a edição

Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprova a criação da Universidade Federal do Sul da Bahia

Postado Por Blog do Thame
 
A  Comissão de Constituição e Justiça do Congresso Nacional aprovou na tarde de ontem (12) o projeto de lei enviado pela presidenta Dilma Rousseff, que cria a Universidade Federal  do Sul da Bahia. O projeto teve como relator o deputado federal Geraldo Simões (PT/BA) e a Ufesba terá sede em Itabuna e campi em Porto Seguro e Teixeira de Freitas.
Estão em tramitação na CCJ  5.124 proposições e na sessão de hoje foram mais de 50 matérias em debate. “Foi preciso que pedíssemos inversão de pauta para conseguir a aprovação do projeto”, afirma Simões. Encerrada a  tramitação na Câmara dos Deputados, o projeto segue para o Senado Federal, para depois ir à sanção Presidencial.
“Estou tomando iniciativa de articular uma rápida tramitação no Senado. Para isto já fiz contato com o líder do Governo no Senado, o senador Walter Pinheiro”, afirma Geraldo Simões, que acredita no inicio das atividades da Ufesba já em 2014.

sábado, 9 de março de 2013

Escolas baianas serão multadas se não reproduzirem hino nacional

                                                    Foto: Reprodução/Bom Dia Jequié
O juiz José Brandão Netto publicou uma portaria que obriga escolas públicas e privadas a tocar o hino nacional pelo menos uma vez por semana, sob a penalidade de multa que varia de um a quatro salários mínimos. A medida passa a valer a partir do dia 15 de março para os municípios de Itapicuru, Olindina e Crisópolis, do Nordeste baiano.
Segundo a Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-Ba), a portaria tem o objetivo de fazer cumprir a lei federal nº 12.031/09, que inclui esta obrigatoriedade na Lei dos Símbolos Nacionais, de 1971, que determina as disposições gerais sobre a execução do hino nacional.
Questionado pelo CORREIO sobre o viés nacionalista desta disposição, José Brandão respondeu através da Assessoria de Comunicação do TJ-Ba que está apenas cumprindo a lei e o seu dever enquanto juiz, respeitando a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman).

Juiz tem em seu histórico uma série de medidas direcionadas para o público infantil e adolescente
A portaria integra o Toque de Estudo e Disciplina (TED), do mesmo juiz, que pretende reduzir a evasão escolar nos três municípios baianos nos quais é válido. Além do hino nacional, o TED também alerta os pais sobre a necessidade de matricular os filhos em escolas a partir dos quatro anos de idade, para que não sejam enquadrados no artigo 243 do Código Penal, que prevê pena de até um mês de detenção ou multa por "abandono intelectual".
De acordo com a Folha de São Paulo, o TED também proíbe o uso de celular nas salas de aula e determina que o estudante que faltar a aula seja encaminhado para o Conselho Tutelar. Em caso de reincidência, os pais podem ser multados em até 20 salários mínimos, segundo o artigo 249 do Estatuto da Criança e do Adolescente.
De acordo com José Brandão, as medidas foram motivadas pelos altos índices de evasão escolar em Itapicuru, que tem a segunda maior taxa de analfabetos na Bahia. O dinheiro arrecadado com as multas será repassado para instituições sociais cadastradas na Justiça e, dentre estas, o juiz alega que irá privilegiar as que tenham trabalhos voltados para a criança e o adolescente.
Outras medidas Ex-juiz do município de Maracás, a 365 km de Salvador, José Brandão foi transferido para Itapicuru após uma sentença polêmica em 2011. Na ocasião, ele condenou um jovem que bateu o carro no muro de uma igreja a frequentar as missas aos domingos.
Em junho do mesmo ano, ainda em Maracás, ele implementou o "Toque de Acolher", que limita a circulação de menores. As crianças de até 12 anos só podem permanecer fora de casa até as 20h e os adolescentes de 13 a 15 anos têm aval para circular até as 22h. A partir das 23h, nenhum menor pode andar livremente nas ruas da cidade. Já nos fins de semana, eles podem "desfrutar" de uma tolerância de até meia hora.
Caso sejam flagrados pela polícia fora de suas casas em horários inapropriados, eles são encaminhados para o Juizado da Infância e Adolescente e, com base no artigo 249 do Estatuto da Criança e do Adolescente, os pais podem receber multa de três a 20 salários mínimos se a saída do filho for registrada três vezes.
Em Itiruçu, José Brandão também proibiu a entrada de adolescentes de 16 e 17 anos em festas de forró open bar, atendendo a um pedido do Ministério Público local. Apesar da comercialização e o consumo das bebidas ser proibida para menores, ainda assim estes foram banidos das festas - e só podem entrar em companhia de um adulto responsável.
Fonte: Correio
Postado na A Guilhotina 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Educadores de Ilhéus têm acesso à graduação em Letras

 
 
A Secretaria de Educação de Ilhéus informa que se encontra aberta, até o dia 18 deste mês, a inscrição para o curso presencial de Letras/espanhol, destinado aos professores das redes públicas de ensino, em efetivo exercício da sala de aula. O curso é gratuito, em parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Para a pré-inscrição é só acessar o endereço eletrônico http://freire.mec.gov.br
Segundo a Uesc, o Programa Nacional de Formação de Professores, por meio da Plataforma Paulo Freire, pretende graduar nos cursos de primeira licenciatura profissionais que não possuem nível superior ou que possuam nível superior e exerçam a docência em outra área, com 2.800 horas e mais 400 horas de estágio. O objetivo é atender as demandas de profissionais de primeira licenciatura - professores sem formação inicial; curso de segunda licenciatura - para profissionais em desvio de função e curso de complementação pedagógica, para bacharéis. 
Atualmente, a Plataforma Paulo Freire-Uesc oferece cursos de primeira licenciatura em Pedagogia e Educação Física, iniciados em dezembro de 2009; história e geografia, desde 2010 e licenciatura em Língua Portuguesa, Matemática e Pedagogia. A instituição dispõe, ainda, de licenciaturas em Filosofia, Física, Língua Espanhola, Língua Inglesa, Química e Sociologia. 
Processo seletivo – A pré-matrícula e avaliação não garantem a matrícula do professor. A sua realização depende de aprovação em processo seletivo definido pela instituição de ensino superior e do atendimento às regras do programa para a formação das turmas.

Secretaria de Comunicação Social (Secom)

segunda-feira, 4 de março de 2013

Estudo indica que escolas com bom desempenho incentivam aproximação das famílias

O envolvimento dos pais nas atividades educativas dos filhos foi a fórmula encontrada pela Escola Municipal Beatriz Rodrigues da Silva, de Palmas (TO), para melhorar o desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – que saltou de 4,7 em 2007 para 8 em 2011. A instituição faz parte do estudo Excelência com Equidade, desenvolvido pela Fundação Lemman e pelo Itaú BBA para traçar um panorama de escolas públicas que atendem alunos de baixo nível socioeconômico e que apresentaram bom desempenho nas avaliações.

Entre os casos analisados, o coordenador de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins Faria, um dos responsáveis pela pesquisa, destaca o comprometimento das equipes envolvidas. “Algumas estratégias implantadas, como o acompanhamento contínuo das secretarias de educação, poderiam causar desconforto nos professores, que talvez se sentissem invadidos. Conseguir alcançar uma mudança cultural é um dos grandes desafios”, diz.

Entre as práticas que ajudam as escolas a alcançar bons resultados, o estudo indica quatro estratégias em comum nas instituições analisadas: criar um fluxo aberto e transparente de comunicação; ganhar o apoio de atores de fora da escola, como entidades e poder público; enfrentar resistências com o apoio de grupos comprometidos e respeitar a experiência do professor e apoiá-lo em seu trabalho. “São práticas simples, mas que exigem engajamento de toda a equipe”, afirma.

A diretora da escola Beatriz Silva, Fátima Pereira de Sena e Silva, também destaca o trabalho em equipe. Segundo ela, a presença da família foi decisivo. “Nós queremos que a comunidade se envolva com a escola, que participe da Festa da Família, do Festival da Primavera. Esse é um trabalho de parceria com as famílias”, diz. Dar atenção total aos alunos foi outra estratégia traçada para atingir notas mais altas no Ideb. “Se o aluno não vem, ligamos para a família. O uso do uniforme é muito cobrado, não permitimos que eles tragam celular para a escola. Nossa evasão é zero”, destaca. Para 2013, a instituição tem 880 alunos matriculados do ensino fundamental.

Para receber mais turmas, a escola de Palmas deve adaptar duas salas que até então eram utilizadas no projeto Mais Educação, do Ministério da Educação (MEC), que prevê a realização de atividades no contraturno. “Queremos atender mais a comunidade. Temos que nos adaptar para isso. Seria mais cômodo continuarmos como estávamos, mas a ideia é servir quem está ao nosso redor. É em nome do bem do grupo”, explica.

Entre outras justificativas para a boa qualidade do ensino, a diretora aponta as reformas na escola, além da capacitação e valorização dos professores. “É uma questão de motivação, de mostrar que, se nós começarmos com o pé direito, vai ser mais fácil e vamos ser reconhecidos”, diz.

Leia mais no site da Undime.

Fonte: http://undime.org.br