segunda-feira, 18 de junho de 2012

Se outros países podem, por que nós não podemos?

ESCRITO POR OTAVIANO HELENE*   
Será que é viável termos um padrão educacional melhor do que temos hoje ou isso é apenas um sonho irrealizável, que não cabe na nossa realidade? Em outras palavras, será que há barreiras objetivas (econômicas ou culturais, por exemplo), de difícil superação, que nos impedem de construir um melhor sistema educacional? Para responder a questões desse tipo, um bom caminho é comparar a educação em diversos países com equivalentes possibilidades materiais.
Para isso, a tabela a seguir mostra alguns indicadores educacionais de seis países cujas rendas per capita estão imediatamente abaixo da brasileira e outros seis imediatamente acima, segundo compilações da Unesco Institute for Statistics (1). São, portanto, países com possibilidades econômicas praticamente equivalentes às nossas. Vamos ver no que diferem no que diz respeito à educação.
Os dados relativos ao analfabetismo na faixa etária dos 15 a 24 anos ilustram a realidade de um passado recente da educação; o analfabetismo adulto reflete um passado mais remoto; e a taxa de matrícula no ensino superior mostra os esforços atuais em um setor mais sofisticado do sistema educacional. Portanto, os três indicadores refletem os compromissos dos diversos países com a educação em um período relativamente amplo.
 Dos doze outros países com condições materiais equivalentes às nossas, apenas a Tunísia, o Peru e o Irã têm taxas de analfabetismo adulto superiores à nossa. Quanto ao analfabetismo de jovens entre 15 e 24 anos, dos doze países, apenas o Peru, a Tunísia e o Panamá apresentam piores desempenhos. E quanto às taxas de engajamento no ensino superior, apenas o Azerbaijão apresenta valor inferior ao nosso.
Existem possíveis explicações (evidentemente, explicações não são justificativas) para alguns aspectos educacionais daqueles países com indicadores piores do que os nossos. No caso da Tunísia e do Irã, as questões culturais, em especial aquelas relacionadas à religião, podem estar entre as explicações: ambos os países têm religiões oficiais (o islamismo), cujas normas são leis da sociedade civil. No caso da Tunísia, ainda hoje encontramos indicadores educacionais bastante diferentes para homens e mulheres, revelando, possivelmente, um traço de sua tradição religiosa. Quanto ao Irã, devemos lembrar que as últimas décadas foram marcadas pelo processo de ruptura por ocasião da Revolução Islâmica (iniciada em 1978) e pela longa e desgastante guerra com o Iraque (1980-1988), fatores que podem ter tido influências negativas em seu sistema educacional.
Peru e Panamá são dois países que apresentam péssimas distribuições de renda. Embora não tão ruim como a brasileira, eles estão entre os 25 países (de um total de 133) com maiores concentrações de renda, fator que certamente tem reflexos na educação. O Peru tem alguma heterogeneidade lingüística e populações que habitam regiões bastante diferentes e que têm tradições culturais também diferentes, fatos que podem ajudar a explicar seu baixo desempenho educacional. Além disso, ambos os países têm apresentado grande instabilidade institucional em períodos mais recentes: o ex-presidente Alberto Fujimori foi condenado e preso por graves violações dos direitos humanos; um dos presidentes recentes do Panamá, Manuel Noriega, tem como pontos de destaque em sua carreira ligação com a CIA e com o narcotráfico, tendo sido seqüestrado pelo governo americano e condenado à prisão nos EUA.
A situação específica do ensino superior no Azerbaijão pode ser entendida, pelo menos parcialmente, pelo desmoronamento da União Soviética. Até final da década de 1980, aquele país apresentava uma taxa de inclusão no ensino superior de 25%, bastante alta para a época e cerca de duas vezes maior que a brasileira no mesmo período. Com o fim da União Soviética, a taxa de engajamento no ensino superior chegou a decrescer até 15% em 1998, voltando a crescer lentamente desde então. O fim da União Soviética, e a crise que se seguiu, pode ter sido um fator importante a afetar a educação superior naquele país. A guerra com a Armênia é outro fato que pode ter tido conseqüências na vida social do país.
E há países entre aqueles incluídos na tabela com indicadores significativamente melhores do que os nossos. Somos o décimo colocado no que diz respeito aos indicadores de analfabetismo, nas duas modalidades, e penúltimo colocado no que diz respeito ao ensino superior. E não temos muitas explicações para estarmos assim tão mal colocados quando comparados com países de iguais possibilidades. Se pelo menos tivéssemos indicadores iguais à média dos demais países com mesmas condições materiais que as nossas, vale dizer, com renda per capita equivalente, ainda estaríamos em situação bem melhor do que estamos, como mostra a linhamédia (exclusive Brasil) da tabela.


Renda per capita (US$, paridade de poder de compra)
Analfabetismo (%)
Taxa de matrícula, ensino
superior (%)1

Adulto
Juvenil

15 anos ou mais
15 a 24 anos
Bósnia e Herzegovina
8565
2,1
0,2
37
Peru
9164
10,4
2,2
43
Colômbia
9293
6,6
1,9
39
Tunísia
9390
22,4
3,2
34
Azerbaijão
9721
0,2
0,0
19
Cuba
9900
0,2
0,0
95
Brasil
10823
9,7
1,9
33
Sérvia
11169
2,1
0,6
50
Irã
11570
15,0
1,3
43
Cazaquistão
11853
0,3
0,2
46
Venezuela
12373
4,5
1,5
78
Montenegro
12958
1,6
0,7
48
Panamá
13345
5,9
2,4
45
Média (exclusive Brasil)
10775
5,9
1,2
48
1 A taxa bruta de matrícula no ensino superior é a razão entre o número de matrículas e a população em uma faixa etária de 5 anos após a idade normal de conclusão do ensino médio.
Fonte: Unesco Institute for Statistics, com exceção da renda per capita cubana, cuja fonte é CIA The World Factbookhttps://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/, consultada em maio/2012, e da taxa (bruta) brasileira de matrícula no ensino superior, calculada pelo autor com base no número de matrículas fornecido pelo INEP e nos dados referentes à população, fornecidos pelo IBGE

A pergunta óbvia é: por que não podemos ter um sistema educacional pelo menos igual à média dos demais países com mesmas oportunidades materiais? Por que comprometemos o futuro de nossas crianças e jovens e, por extensão, o futuro do país, mantendo um sistema educacional tão precário, se temos condições que nos permitem não fazer isso?

*Otaviano Helene, professor no Instituto de Física da USP, foi presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
HELENE, Otaviano. Correio da Cidadania, 30 maio 2012. Disponível em: http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&.... Acesso em: 17 jun 2012.

CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE ILHÉUS CONVIDAM OS PAIS DE ALUNOS PARA ASSEMBLÉIA NO CAIC

quarta-feira, 13 de junho de 2012

QUITÉRIA HUGHES FALECEU‏

Postado no http://tresilhasilheos.blogspot.com

É COM MUITO PESAR QUE ACABAMOS DE RECEBER ESSA MENSAGEM QUE PUBLICO

CAROS COLEGAS,

É COM MUITO  PEZAR  QUE  INFORMO  À  TODOS  QUE  A  NOSSA  COLEGA  QUITÉRIA  HUGHES,  FALECEU.

OREMOS EM SUA MEMÓRIA!

SIMONE AZEVEDO

terça-feira, 12 de junho de 2012

Educação discute cumprimento do piso salarial de professores

Postado por Tresilhasilheos

Agencia da Câmara

A Comissão de Educação e Cultura realiza nesta terça-feira (12) audiência pública para discutir o cumprimento por estados e municípios do piso nacional dos professores do ensino básico, previsto na Lei 11.738/08  e fixado, hoje, em R$ 1.451.
O debate, que tem o apoio da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público, é uma iniciativa da deputada Fátima Bezerra (PT-RN). Ela lembra que o valor do piso para 2012 foi anunciado em fevereiro pelo Ministério da Educação (MEC). A correção de 22,22% em comparação ao ano anterior reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente no (Fundeb) de 2011 em relação ao índice de 2010.
De acordo com a parlamentar, após o anúncio, houve uma reação “despropositada” de diversos entes federativos, alegando que o pagamento do valor de R$ 1.451 (para 40 horas semanais de trabalho) traria sérias dificuldades financeiras a estados e municípios. “Os mais exaltados chegaram a afirmar que teriam de redirecionar recursos de áreas vitais para o cumprimento da medida do MEC”, comenta Fátima Bezerra.
Segundo a deputada, é necessário que os setores organizados da população atuem de forma coesa no sentido de convencerem os gestores públicos ainda renitentes em aplicar a lei do piso a mudarem de ideia.
Em debate na Câmara, representantes de estados e municípios já pediram a mudança da regra em vigor.
Convidados
Foram convidados para a audiência:
- o ministro da Educação, Aloísio Mercadante;
- o coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Cláudio Trinchão;
- o presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais do Planejamento (Conseplan), Gustavo Maurício Filgueiras Nogueira;
- o representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps;
- a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Rodrigues Repulho;
- o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), João Carlos Coser;
- o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski;
- o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão;
- o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara; e
- a presidente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Maria das Graças Costa.
A reunião será realizada no Plenário 10, às 10 horas.
Da Redação/MO

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Programa O MP E OS OBJETIVOS DO MILÊNIO: SAÚDE E EDUCAÇÃO DE QUALIDADE PARA TODOS no 1º Encontro Estadual de Educação

Aconteceu nos dias 31.05 e 1º.06 no auditório do Ministério Público do Estado da Bahia o 1º Encontro Estadual de Educação promovido pelo CEDUC.

Na programação foi apresentada a metodologia, objetivos e resultados do programa O MP E OS OBJETIVOS DO MILÊNIO: SAÚDE E EDUCAÇÃO DE QUALIDADE PARA TODOS.

A platéia composta por Procuradores e Promotores de Justiça, Servidores do MPBA, Secretários Municipais de Educação, Gestores Escolares e Professores abraçaram o programa e aderiram ao lema: PARTICIPE, COLABORE, COMPROMETA-SE!


 

sábado, 2 de junho de 2012

COMITÊ MOBILIZAÇÃO EDUCAÇÃO ILHÉUS - COMSEI: Escolas de Campo Grande (MS) aproximam familiares ...

http://TRESILHASILHEOS.blogspot.com Escolas de Campo Grande (MS) aproximam familiares ...: Postado por Blog da Mobilização Participantes do "Momento de Reflexão" na EM Elizio Ramirez Vieira Escolas da rede pública de Cam...

Escolas de Campo Grande (MS) aproximam familiares e educadores

Postado por Blog da Mobilização

Participantes do "Momento de Reflexão" na
EM Elizio Ramirez Vieira
Escolas da rede pública de Campo Grande (MS), em conjunto com integrantes do Comitê de Mobilização Social pela Educação da capital sul-matogrossense, vêm investindo em ações que incentivam a aproximação entre familiares e educadores. No dia 26 de abril, a Escola Municipal Elizio Ramirez Vieira recebeu atividade chamada pelos mobilizadores de “Momento de Reflexão”, com o intuito de promover a conscientização sobre a importância do envolvimento das famílias no cotidiano escolar dos alunos.

Organizado pelas mobilizadoras e técnicas da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) de Campo Grande, Eliane Medeiros Alcarás, Jaqueline Pereira e Maria Salete da Silva Floreste, o evento incluiu em sua programação palestra conduzida pelo representante do Projeto OAB vai à escola, Otoni César Coelho de Souza. Para subsidiar o debate, os participantes receberam exemplares da cartilha Acompanhem a vida escolar dos seus filhos.
Participantes do evento receberam exemplares da cartilha
Em sua apresentação, Otoni César enfatizou o papel da família como aliada da escola em busca de uma educação de qualidade. O palestrante também destacou a importância da participação dos pais e familiares na formação de cidadãos conscientes de sua responsabilidade social.
 
Além de educadores e de familiares de alunos da EM Elizio Ramirez Vieira, participaram do evento representantes da Escola Municipal Wilson Taveira Rosalino – que sediará a próxima edição do “Momento de Reflexão” –, bem como da EM  Marina Couto Fortes.

Com informações de Maria Salete da Silva Floreste, mobilizadora social pela Educação e Chefe da Divisão de Ações Socioeducativas/SEMED de Campo Grande (MS).

APPI E PROFESSORES REALIZARAM REUNIÃO PARA PAIS E ESTUDANTES DO COLÉGIO MODELO EM ILHÉUS

Postado por Appi

Pais e estudantes do Colégio Modelo
Desta vez foi a vez do Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães de Ilhéus a realização de mais uma reunião conjunta com APPI APLB Sindicato, Professores, pais e estudantes. O objetivo principal dessa reunião foi de esclarecer sobre o movimento grevista dos professores da rede estadual da Bahia, instaurado desde o último dia 11 de abril de 2012.
Com o apoio de pais e estudantes, a direção da APPI e professores realizarão na próxima terça-feira, uma caminhada que sairá às 9H, do Colégio Rotary Renato Leite, na Barra de Itaípe.
A participação de todos é muito importante!
Precisamos nos unir em favor de uma Educação de boa qualidade.
                                 APRESENTAÇÃO CULTURAL DE ESTUDANTES DO COLÉGIO MODELO
Alunos apoiam preofessores!!!

Professora Josefa, Professor Rogério e Professora Olívia
Mãe de estudante do Colégio Modelo
Mãe de estudante do Colégio Modelo: apoio total!
Pai de Estudante
Professor Erbson, sempre presente!

Enilda Mendonça-Presidenta da APPI

Professor Mário Bastos, do Colégio Modelo
Professores do Colégio Modelo em Ilhéus

sábado, 26 de maio de 2012


Siga o Twitter da Mobilização: @familia_escola
Clique nos links abaixo e confira como a sociedade está sendo mobilizada pela educação em todo o Brasil: 
Leia mais e saiba como você pode contribuir para a melhoria da qualidade da educação em sua comunidade no site: http://mse.mec.gov.br/ e no blog da Mobilização: http://familiaeducadora.blogspot.com/.

PALESTRA SOBRE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Está sendo realizado nas Escolas Municipais de Ilhéus, o Projeto de Educação Nutricional, com o objetivo de garantir  hábitos alimentares saudáveis, pois os hábitos adquiridos na infância tendem a se solidificar na vida adulta.


E a Creche Dom Eduardo 
não poderia ficar de fora dessa, né?!


QUE  SALADA  DE  FRUTAS  DELICIOSA!!!!



 HUM.....




 Este projeto está sendo realizado nas escolas municipais de Ilhéus, na Educação Infantil com faixa etária de 4 a 6 anos, oferecendo atividades de educação nutricional, palestras informativas e dinâmicas.








Se  os  professores  e  funcionários  adoraram....  imaginem  as  crianças.....




 Organizado pela Gerência de Alimentação Escolar (Gerente de Alimentação – Amarílio Amorim Santana), executado pelas nutricionistas Érika Serafim e Pollyanna Costa com o apoio da Secretária de Educação Lidiney Maria Campos de Azevedo.








Nutricionistas  da  SEDUC:

Pollyanna  Costa
  e  
Érica  Serafim


Valeu  Equipe!!!!